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Crítica: 25, Adele

Postado por: Maria Luiza de Paula 0 Categoria: CríticasMúsica
(Foto: Divulgação)

Artista: Adele Lançamento: 20 de novembro de 2015 Gênero: Pop/Soul Nota: 4/5

Não há duvidas que este é o disco mais esperado do ano. Adele em 2011 passou como um furacão pelo mundo da música, emplacou hit depois de hit e faturou seis Grammys com 21, seu segundo disco. Uma verdadeira obra prima. Depois disso, a britânica deu à luz ao seu primeiro filho e sumiu dos holofotes, deixando muitos fãs preocupados com o que viria depois. Porém, quando o single “Hello” foi lançado em outubro, não havia dúvidas: Adele continua sendo relevante.

“Hello” é uma balada dramática, focada na base do piano e na potência vocal da cantora. O refrão é bem pegajoso e a canção tem um tom bastante depressivo. Porém, é possível notar, logo nessa primeira faixa, uma boa diferença entre as letras de 25 e 21. Em geral, não vemos mais Adele no papel de vítima, sofrendo por ter levado um pé na bunda. Agora ela deu a volta por cima e está mais segura de si.

Um exemplo disso é na segunda música, quando ela canta We gotta let go of all of our ghosts, we both know we ain’t kids no more (“Nós precisamos deixar para trás todos os nossos fantasmas, nós sabemos que não somos mais crianças”). “Send My Love (To Your New Lover)” é provavelmente uma das canções mais alegres do disco e da carreira de Adele. Junto com “I Miss You”, “Water Under The Bridge”, “River Lea” e “Sweet Devotion”, percebemos que ela também está flertando com o R&B e um pouco de indie moderno. Outra faixa que apresenta algo diferenciado é “Million Years Ago”, que conta com um violão folk.

Mas, aqui também tem espaço para o estilo tradicional da cantora: voz e piano. “Remedy”, “Love In The Dark” e “All I Ask” são baladas que deixam Adele à vontade para abusar das notas altas e poderiam entrar facilmente em algum dos discos antigos dela. O grande destaque de 25 é justamente uma dessas baladas: “When We Were Young”, que foi escolhida como a segunda música de trabalho. É o meio termo perfeito entre o lado depressivo e moderno, unindo as duas facetas que a cantora se propõe a mostrar neste álbum.

É difícil definir o quão bem aceito será esse disco. Ao mesmo tempo em que Adele busca mostrar um lado mais alegre e maduro, ainda temos músicas que caem na zona de conforto, tanto da cantora como dos fãs. As comparações com o álbum anterior são inevitáveis, mas é preciso valorizar que a cantora buscou trazer novas ideias e não apenas fazer uma cópia de si. Escute sem preconceitos.

25

Artista: Adele

Lançamento: 20 de novembro de 2015

Gênero: Pop/Soul

Nota: 4/5

Maria Luiza de Paula

Jornalista, curitibana. Acredita que a valorização da cultura e da arte são elementos fundamentais para uma sociedade evoluída. Através do site Expresso Cultural espera conseguir atrair as pessoas para este universo. Ainda compra CDs, viaja quilômetros para ver suas bandas favoritas, morre de ciúmes do seus livros.