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Crítica: The Story Of Anne Frank

Postado por: Stephany Guebur 0 Categoria: Literatura

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Todo mundo em algum momento da sua vida já leu ou ouviu falar do clássico “O Diário de Anne Frank”. Seus acontecimentos passam durante a Segunda Guerra Mundial, quando Adolf Hitler (1889-1945), também conhecido como “Fuhrer”, comandava a Alemanha e pregava a superioridade da raça ariana, os alemães puros.

O principal ódio de Hitler era contra os judeus, pois ele dizia que os problemas que a Alemanha sofria, como o aumento da pobreza e a crise que estava no país, era devido a eles. Quando Hitler ganhou a eleição, em 1933, todos os habitantes que não eram arianos puros ficaram com medo do futuro. Inclusive pessoas de outros países do continente europeu. Na vizinha Holanda, uma das famílias que tinha medo do que poderia acontecer era a família Frank – Otto e sua mulher Edith, além de suas duas filhas Margot e Anne.

O livro The Story of Anne Frank foi desenvolvido pelo Museu de Anne Frank, na Holanda, e conta a história da menina além do diário escrito por ela. Ele é ilustrado com várias fotografias de Otto Frank (pai de Anne) e de outros fotógrafos, que nunca foram publicadas antes. As fotografias mostram um pouco do dia a dia da família. Dividido por anos, como se fossem capítulos, na introdução Anne conta como e quando ganhou seu presente, o diário. Logo após vem um pouco da história da família Frank, apresentando cada membro.

20161024_211815Depois a obra conta como chegaram até Amsterdã e como daquela cidade fizeram seu mais novo lar. Além de falar sobre a guerra e a ocupação que os alemães fizeram na Holanda, a obra apresenta O Anexo Secreto e nesta parte há muitas histórias derivadas, como: a situação do anexo um pouco após a Guerra, os ajudantes e as pessoas que ficaram ali, o diário de Anne Frank e o interior do anexo.

O legal desta leitura é que, apesar de ser em inglês, ela é bem fácil de entender, além de contar com trechos do diário de Anne Frank. Muitas perguntas feitas por admiradores da história de Anne são respondidas, já que o livro mostra quem era Anne e sua família, de onde vieram, porque ela teve que ir para o esconderijo, o que aconteceu após a prisão dela e como o diário sobreviveu.

Para completar a experiência, quem não puder conhecer a casa dela, em Amsterdã, pode visitar em Curitiba o Museu do Holocausto, que fica na Rua Coronel Agostinho de Macedo, 248 – no prédio da sinagoga Beit Yaacov. Ele é o primeiro com o tema Holocausto no Brasil e o principal objetivo é recordar este acontecimento por meio das memórias de vítimas e sobreviventes.

20161024_211846A ideia do museu partiu de Miguel Krigsner, que é filho e genro de sobreviventes do Holocausto, e teve a parceria da empresa Base7 Projetos Culturais. Para o material audiovisual muitas instituições internacionais contribuíram. As visitas devem ser previamente agendadas e o horário de funcionamento é de segunda a quarta-feira, das 8h30 até 11h30 e 14h30 até 17h30, na sexta-feira das 8h30 até 11h30 e no domingo das 9h até 12h. O museu é fechado na quinta e no sábado. A entrada de menores de 12 anos não é permitida e o agendamento deve ser feito clicando aqui.

Stephany Guebur

Recém-formada em jornalismo, ama cultura de uma maneira geral. Acredita que tudo na cultura tem um porquê e deve ser passado através de gerações. Vive nas nuvens e um de seus sonhos é ser comissária.