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Visitas guiadas ao Teatro Guaíra acontecem também nas férias

Postado por: Expresso Cultural 0 Categoria: TeatroVariedades

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Neste período de férias uma opção interessante é fazer a visita guiada ao Centro Cultural Teatro Guaíra, em Curitiba. As visitas são gratuitas e acontecem de segunda a sexta, das 9h às 17h30. As visitas, que duram cerca de uma hora, devem, preferencialmente, ser agendadas com antecedência. O agendamento deve ser feito pelo email diart@cctg.pr.gov.br

De fevereiro a dezembro do ano passado, 2,4 mil pessoas fizeram o passeio. O setor de Preservação e Memória registrou visitantes de Rondônia, Roraima, Ceará, Pernambuco, Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná. E, entre os estrangeiros, da Venezuela, Argentina, Peru, França, Espanha , Estados Unidos e México.
Os grupos visitantes de Curitiba são formados na maioria por alunos do 5º ano de escolas públicas e privadas, e por estudantes de arquitetura. Também há uma participação expressiva de alunos do Celin UFPR (Centro de Línguas e Interculturalidade) oriundos do Haiti, Coreia do Sul, Síria e China. Já o perfil dos grupos do interior do estado é acima de 60 anos.

 

Percurso – O trajeto começa pelo segundo balcão do auditório Bento Munhoz da Rocha Netto (Guairão), com a história de criação do Centro Cultural Teatro Guaíra. São apresentadas referências histórias, arquitetônicas e artísticas como do painel do artista paranaense Poty Lazzarotto, que está no frontão da entrada do Guairão. Em algumas visitas pode-se ver outra obra do artista, que é a pintura da cortina corta-fogo, que isola o palco do Guairão da plateia, mas nem sempre esta cortina está abaixada.

O passeio continua pela plateia, palco e coxias do Guairão e, em seguida, os visitantes são guiados para o auditório Salvador de Ferrante (Guairinha).

Durante o trajeto é apresentada a composição artística do CCTG, que são os corpos estáveis, e que inclui a Orquestra Sinfônica do Paraná, Balé Teatro Guaíra, Escola de Dança Teatro Guaíra e G2 Cia de Dança. Estes grupos apresentam ao longo do ano concertos, balés e óperas e, para isto, são necessários figurinos e cenários, também feitos dentro do CCTG.

Há ainda montagens pontuais do CCTG, como as do Teatro de Comédia do Paraná e Festival de Bonecos, cujas produções também são feitas na casa.

Em caso de grupos menores e de possibilidade de atendimento, a visita é estendida ao guarda-roupa do CCTG que reúne cerca de 30 mil peças (figurinos de balé, de ópera e peças para empréstimos).

 

Histórico – Em 1939 o Theatro Guayrá (onde atualmente é a Biblioteca Pública do Paraná) foi demolido e, ao mesmo tempo, começou a campanha, liderada pela Academia Paranaense de Letras, para a construção de um teatro oficial na cidade.
O projeto para a construção do teatro foi escolhido no fim dos anos 40 e a construção iniciada em 1952.
Nesta década, o Paraná experimentava o apogeu da economia do mate e na região norte o início da expansão cafeeira a partir do estado de São Paulo.
A economia em expansão, aliada a um contexto político favorável, como foi o governo de Bento Munhoz da Rocha Netto, contribuíram para que a década de 50 fosse para Curitiba um período de expressiva evolução cultural.

O projeto arquitetônico do atual Centro Cultural Teatro Guaíra é do engenheiro Rubens Meister (1922 – 2009), um dos precursores da arquitetura moderna no Paraná e um dos responsáveis pela implantação do curso de Arquitetura na UFPR, em 1962.

Meister é também autor de prédios importantes como o Panteão dos Heróis da Lapa (1943), o auditório da Reitoria UFPR (1956), o Centro Politécnico (1956), o edifício Barão do Rio Branco (1958), a Prefeitura Municipal de Curitiba (1969), a Estação Rodoferroviária de Curitiba (1976), o Centro de Atividades do Sesc da Esquina (1985) e a restauração do Palácio Avenida (1990).

A construção do Teatro Guaíra começou em 1952 e, em 1954, foi inaugurado o primeiro de três auditórios que compõem o edifício: o auditório Salvador de Ferrante (Guairinha), onde em 1955 começaram as apresentações dos espetáculos.

O auditório Bento Munhoz da Rocha Netto (Guairão), cuja inauguração estava prevista para 1971, foi inaugurado em dezembro de 1974, depois de ser reconstruído após um incêndio em abril de 1970, que o deixou destruído.

Em 28 de agosto de 1975 foi inaugurado o último auditório, o Glauco Flores de Sá Brito (Mini), completando o projeto do complexo cultural.

O espaço total dos auditórios passa a ser de 16.900 metros quadrados, com uma capacidade total de 2.757 lugares.

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